Quando um violino “chora”
Claro que já não é novidade que eu gosto de ir à Sala São Paulo assistir a OSESP e ontem, eu pude assistir a mais um espetáculo não só da orquestra como também do solista convidado para a primeira parte, o violinista israelense, Vadim Gluzman.
Eu havia marcado uma reunião com meu amigo Paulo César Paschoal, violinista da OSESP, e como ele se apresentaria na segunda parte na mesma noite, me convidou para apreciar ao seu lado a inesquecível performance de Gluzman.
Foi absurdamente lindo!!!
A obra da primeira parte do concerto foi Serenade after Plato’s Symposium, de Leonard Bernstein.
Com uma entrega pura e genuína, em posse de seu excepcional violino Stradivarius, Vadim Gluzman propiciou a esta humilde criatura que vos fala, a sensação de entrar em alfa e abstrair completa e inteiramente embalada pelo “choro” de seu violino.
Um talento e dedicação à altura do instrumento tocado, já que seu Stradivarius é especial. Sua construção data de 1690 e recebeu o nome de “Leopold Auer” (Stradivari), o maior pedagogo do instrumento do final do século XIX e início do século XX e, legendário professor de Heifetz, Elman, and Milstein.
Isso mesmo… eu tive o privilegio de escutar a “voz” de um violino Stradivarius raríssimo, que vale milhares de Euros!!!
Precisavam ver a minha cara quando o meu amigo me contou o fato, sentado ao meu lado e enquanto estávamos sentados frente a frente com Gluzman. Meu queixo caiu…
Sem dúvida foi uma experiência marcante na minha vida!
Bravo!!!





OSESP + Stradivaruis de 1690 + Virtuose israelense + ouvidos preparados+ sensibilidade = noite memorável. Parabéns !
Ops… Stradivarius e não Stradivaruis !